Lagos tem-se tornado cada vez mais numa cidade atrativa para os turistas. Qual é o
segredo e o que tem sido feito?
A localização geográfica do concelho, os seus valores naturais e o bom clima, são recursos que caracterizam este território e merecem, desde logo, a preferência dos visitantes. A estes juntam-se os valores históricos e patrimoniais, a qualidade do ambiente urbano, boas acessibilidades, infraestruturas culturais e desportivas, segurança e uma oferta cultural constante e diversificada, vertentes em que o Município tem investido fortemente para tornar Lagos cada vez mais atrativo e fidelizar os muitos turistas que já nos procuram. A este esforço junta-se a qualidade e variedade da oferta de alojamento turístico, dos estabelecimentos de restauração e bebidas, das empresas de animação turística, com grande peso das marítimo- turísticas, e de todos os operadores privados que trabalham para consolidar e afirmar este destino turístico.
Neste e no anterior mandato fizemos significativos investimentos na conservação do
património edificado, de que é exemplo a Igreja de Santo António, integralmente restaurada, e a intervenção nas Muralhas de Lagos, atualmente em curso. Na vertente museológica, instalámos e abrimos ao público o Mercado de Escravos – Núcleo Museológico Rota da Escravatura, estamos a renovar o Museu Municipal Dr. José Formosinho e, numa segunda fase, iremos ampliá-lo criando o Núcleo de Arqueologia. Tudo isto com financiamento comunitário que temos conseguido obter fruto de um trabalho também muito sistemático em termos de candidaturas a fontes de financiamento externo.
Nada disto é segredo e precisamente por não o ser é que Lagos tem vindo a atrair cada vez mais a atenção dos turistas, de investidores e de pessoas que aqui se fixam.
(Leia na próxima edição o resto da entrevista…)